VOTO SEM CONSCIÊNCIA COBRA CARO: Tem muita gente que encara a urna como obrigação, não como poder. Vai lá, aperta qualquer número, cumpre o “dever” e volta pra casa como se tivesse feito o suficiente. Mas voto não é carimbo de presença, é decisão que pesa por quatro anos, às vezes muito mais.
Aqui em Rondônia, como em boa parte do país, ainda tem eleitor que escolhe no impulso, na amizade, no favor, no “me ajuda que eu te ajudo”. Outros votam pela raiva, pela onda do momento, ou simplesmente porque não quiseram perder tempo pesquisando. E depois vem a cobrança: cadê a saúde? cadê a estrada? cadê a segurança?
A verdade é dura, mas precisa ser dita: político ruim não nasce do nada, ele é eleito. E muitas vezes eleito por falta de atenção, de interesse ou de consciência de quem vota.
O voto é simples na hora de apertar, mas gigante nas consequências. Não é só um direito, é uma responsabilidade. E enquanto a gente tratar isso como algo pequeno, vai continuar colhendo resultados do mesmo tamanho. POR PAULO DE TARSO - JORNALISTA