Mais previsões: Previsao do tempo 30 dias

Medicina sob prova: quantidade não substitui qualidade

MEDICINA SOB PROVA; QUANTIDADE NÃO SUBSTITUI QUALIDADE: Os dados do primeiro Exame Nacional de Avaliação da Formação Médica (Enamed), divulgados pelo MEC, funcionam como um sinal de alerta: cerca de 30% dos cursos de medicina do país tiveram desempenho insatisfatório, com menos de 60% dos estudantes atingindo o nível mínimo de proficiência ao final da graduação. Rondônia aparece nesse cenário com a Faculdade Metropolitana (UNNESA), de Porto Velho, incluída entre os cursos que passarão por supervisão. O registro não é uma condenação, mas um chamado à correção de rumos, especialmente em um estado que ainda convive com falta de médicos no interior e em áreas mais distantes. O resultado do Enamed reforça um debate nacional. Instituições públicas obtiveram médias mais altas, enquanto parte significativa dos cursos privados com fins lucrativos concentrou os piores desempenhos. A expansão acelerada das vagas, quando não acompanha investimento em estrutura e ensino, cobra seu preço. As medidas previstas pelo MEC, como redução de vagas ou restrições ao Fies, seguem a legislação e buscam proteger o interesse público. A mensagem é clara: formar médicos vai além de emitir diplomas. A saúde da população começa na qualidade da sala de aula — e esse é um compromisso que não pode ser relativizado. Por: Paulo de Tarso - Jornalista 

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