Presidente atribui percepção de alta de preços a novos hábitos de consumo, Selic elevada e maior volume de compras
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou na noite deste domingo (23/08) que a “sensação” de que os preços estão mais caros é porque o hábito do brasileiro mudou.
“Por que a sensação está cara? Está caro porque mudou o nosso hábito, porque os juros estão caros e porque estamos comprando mais coisa, utilizando mais coisa”, disse o presidente em entrevista à TV Record.
O presidente admitiu que a taxa Selic está alta e que afirmou que falta controle de gastor por parte da população.
“O mundo do consumo mudou. Hoje, uma mulher, um rapaz, está passando o dedo no celular, e vê propaganda para comprar qualquer coisa, muito barato, R$ 5, R$ 15, R$ 20, e ele vai comprando, ele não se dá conta que tem que somar aquilo e que, no fim do mês, ele gastou o que não estava previsto”, disse o presidente.
Lula também defendeu a necessidade de mais educação financeira no país: “Eu sou favorável que o povo consuma, mas o povo tem que consumir o quanto ele ganha”.
Sobre dívidas, o presidente fez uma distinção. Segundo ele, o endividamento é positivo quando serve para aumentar o patrimônio ou melhorar a qualidade de vida.
“Eu sou contra as pessoas estarem endividadas por uma dívida que não tem o objetivo de crescimento, da melhoria da qualidade de vida deles ou que não tenha um crescimento do patrimônio da pessoa que fez a dívida, porque a dívida para crescer o patrimônio, ela é boa, é necessária”, afirmou.
Crítica ao nível do debate político
Outro ponto central das declarações de Lula concentrou-se na análise sobre o atual panorama político do Brasil. O presidente afirmou que sente falta de disputar as eleições contra o PSDB e criticou a ascensão de candidaturas impulsionadas exclusivamente pelas redes sociais ao afirmar que “tem gente que acha que pode ser presidente por causa da internet”.
Debate da Band sem os principais candidatos
A entrevista de Lula à TV Record foi gravada na manhã de domingo e foi ao ar ao mesmo tempo que o primeiro debate de presidenciáveis promovido pela Band, que Lula não compareceu.
O encontro reuniu Renan Santos (Missão), Augusto Cury (Avante) e Ronaldo Caiado (PSD), mas aconteceu sem Lula, Flávio Bolsonaro e Romeu Zema (Novo).
TMC


