Operação Snooker 2 prendeu três pessoas e investiga corrupção, lavagem de dinheiro e fraudes no Aeroporto de Fortaleza.
A Polícia Federal prendeu, nesta terça-feira (25), um auditor-fiscal aposentado da Receita Federal e dois empresários suspeitos de integrar uma organização criminosa que atuaria em fraudes de importações no Aeroporto Internacional de Fortaleza. A operação também investiga corrupção e lavagem de dinheiro.
Operação Snooker 2
A ação, batizada de Operação Snooker 2, é uma nova etapa de uma investigação iniciada em setembro de 2025.
Ao todo, foram cumpridos três mandados de prisão preventiva e 15 mandados de busca e apreensão. As diligências ocorreram em Fortaleza, Caucaia e Eusébio, no Ceará, além de Salvador, na Bahia.
Além das prisões, a Justiça Federal determinou o bloqueio de ativos financeiros, o sequestro de imóveis e o bloqueio de um veículo de luxo ligado aos investigados.
Auditor é apontado como líder
Entre os presos está o auditor-fiscal aposentado Francisco Eliezer Viana da Silva, apontado pela investigação como chefe da organização criminosa.
Segundo as apurações, ele teria recebido aproximadamente R$ 6,8 milhões em propina para facilitar operações de importação. O esquema envolveria o fornecimento de informações e orientações sigilosas sobre comércio exterior para beneficiar empresas importadoras e despachantes aduaneiros.
Fraudes envolviam importações
As investigações apontam que o grupo teria utilizado diferentes mecanismos para reduzir ou evitar o pagamento correto de impostos.
Em um dos casos identificados, uma empresa teria importado joias de prata, mas declarado os produtos como semijoias ou bijuterias de metal comum, reduzindo o valor considerado para a tributação.
A organização também teria utilizado empresas de fachada e pessoas interpostas, os chamados “laranjas”, para movimentar e ocultar recursos.
Mais de R$ 27 milhões movimentados
De acordo com as investigações, empresas ligadas ao grupo movimentaram mais de R$ 27 milhões.
As autoridades também identificaram a aquisição de aproximadamente R$ 31,8 milhões em criptoativos, valor considerado incompatível com as receitas declaradas pelas empresas investigadas.

A suspeita é de que parte dessas movimentações tenha sido utilizada para ocultar a origem dos recursos obtidos com as atividades investigadas.
Investigação começou em 2025
A Operação Snooker 2 é um desdobramento da primeira fase da investigação, deflagrada em setembro de 2025.
Segundo a Polícia Federal, novas provas reunidas desde então indicaram a necessidade de aprofundar a apuração e adotar medidas para impedir a continuidade das atividades criminosas.
O Ministério Público Federal já apresentou denúncias relacionadas ao caso. A investigação aponta que o grupo teria atuado entre 2020 e 2025 em fraudes envolvendo importações, corrupção e lavagem de dinheiro.
Entenda o contexto
A investigação reúne suspeitas de organização criminosa, corrupção, lavagem de dinheiro e fraude em operações de importação.
A atuação de um auditor-fiscal dentro do esquema é um dos principais pontos da apuração, já que ele teria usado informações e conhecimentos relacionados ao comércio exterior para favorecer empresas investigadas.
Os presos permanecem à disposição da Justiça, e as investigações continuam para identificar outros possíveis envolvidos.


