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TARDE DEMAIS, MEU AMIGO

TARDE DEMAIS, MEU AMIGO: Agora não adianta chorar o leite derramado. O pedágio da BR-364 virou aquele tipo de problema que todo mundo viu chegando, mas fingiu que era só poeira na estrada. Pois é… não era poeira, era pedágio vindo — e dos mais caros. O que a gente vê agora é barulho. Muito discurso, muita indignação de última hora, muito pré-candidato querendo pegar uma beirinha pra aparecer. Amor pelo povo, assim, de repente… só quando convém. Antes disso, era um silêncio que dava até eco. E aí entra a BANCADA FEDERAL DE RONDÔNIA. Que tinha caneta, tinha espaço, tinha tempo — e preferiu assistir tudo de camarote, lá em Brasília, com ar-condicionado e café quente. Viram o processo andar, a concessão sair, o pedágio nascer… e não fizeram nada que mudasse o rumo da história. Agora querem correr atrás. Mas correr atrás do quê, exatamente? O contrato já tá assinado, o povo já tá pagando e a realidade já bateu na porta faz tempo. E não é só pedágio, não. Aqui em Rondônia parece que tudo vem com preço inflado: combustível, energia, custo de vida… viver virou um desafio diário. E quem podia ter segurado lá atrás, deixou passar.  No fim, fica aquele roteiro velho conhecido: primeiro deixaram acontecer, depois ficam brigando — ou fingindo que estão empenhados em cancelar contrato, como já vimos no caso da nossa energia. Aí passa a eleição, o assunto esfria e some junto com a coragem. Quero só ver se depois das urnas vai ter alguém eleito mantendo essa mesma disposição toda… sinceramente, tô quase pagando pra ver. POR PAULO DE TARSO - JORNALÍSTA 

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